Com a proximidade das eleições presidenciais, muitos assuntos entraram em discussão nos planos de governo dos principais candidatos à cadeira mais importante do país. Educação, segurança e saúde parecem ser os três únicos pilares que regem a política econômica do Brasil e que manteria a situação estabilizada.
A Tecnologia da Informação não tem sido considerada pelos candidatos uma aliada para alçar maiores resultados no PIB.


Seis empresas de tecnologia, percebendo a oportunidade que têm de aumentar a visibilidade do negócio brasileiro de software no mundo, uniram-se para confeccionar um documento que exprime as principais necessidades do mercado de tecnologia brasileiro. A ABES Software, ASSESPRO, BRASSCOM, FENAINFO, SOFTEX E A SUCESU-NACIONAL comprometem-se a participar ativamente das melhorias públicas e propõe que os candidatos deitem outros olhos sobre a situação de TI no país.


O documento escrito a 12 mãos faz uma reflexão sobre o momento atual do setor. O Brasil ocupa a 8ª posição mundial em TI com um rendimento de U$S 61 bilhões em 2009. Com as melhorias propostas, o setor almeja desfrutar o 4º lugar mundial nas próximas duas décadas, acompanhando o crescimento da economia do país que também ocupa o 8º lugar e deve saltar para a 5º posição no mesmo período.

Segundo o presidente da Brasscom, Antonio Gil, TI continuará crescendo mais que o Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos anos. Com o investimento em cloud computing, TV digital e mobilidade o crescimento deve ser de 15% ao ano. O empresário acredita que não basta o país vender sua tecnologia, é preciso estar preparado para a defesa do mercado, também.
Uma das propostas apontadas pelo vice-presidente executivo da SOFTEX, Arnaldo Bacha, é que a área de TI seja correspondente a 50% do PIB nacional. Dessa forma, as empresas poderão unir forças com o governo para alavancar os atuais 3,5% para 5,3% em 2020.

O que diz o documento

Um dos pontos mais agravantes citados no documento é a contratação de pessoas na área de TI. Atualmente, o mercado apresenta um déficit de 71mil funcionários e poderá ser de 200 mil em 2013 se nada for feito. Para que os desafios propostos pelas indústrias sejam vencidos, será necessário um aumento de 750 mil novos profissionais capacitados, que possuam conhecimento técnico em diversas áreas de TI e inglês avançado. “Para plataformas populares há muita gente, mas para áreas mais especificas, que pagam muito bem, há pouquíssimos candidatos”, afirma Gil.

Outro fator que dificulta a contratação é a alta carga tributária por folha de pagamento em carteira assinada. Isso inibe a efetivação formal de um vínculo empregatício entre empresa e funcionários e a competitividade entre as instituições. A proposta contida no documento sugere que a cobrança seja feita com base no faturamento da empresa.

O presidente da ASSESPRO, Ruben Delgado, acredita que as eleições são uma oportunidade única de sensibilizar os presidenciáveis, que não conseguem apresentar propostas plausíveis de inclusão digital. “Essa janela de oportunidade não vai ficar eternamente aberta”, afirma.

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